Criminalidade, para que serves tu?

Estava eu muito bem a cuidar da minha folha de alface, quando vi esta notícia: parece que cinco pessoas foram detidas por posse ilegal de armas e tráfico de droga. Ora, o que me leva a escrever desta vez não é a minha indignação, até porque estes crimes não me surpreendem (o meu trisavô fumou uma vez um charro e o meu tio brincava com pistolas de brincar, por isso posso dizer que a minha família não é estranha ao submundo do crime). Não, o que me leva a escrever é a surpresa de estes crimes serem cometidos…na Amadora. Parece que no nosso país, até nos locais mais insuspeitos existe criminalidade abundante. Que vergonha! E o pior é: o que virá a seguir? Assaltos na Cova da Moura? Candonga na Damaia? Insegurança ao passear na Buraca? Que pesadelo que isso seria para muita gente. Parece que os crimes já não são exclusivo da Lapa e da Ajuda.

Segundo a agência Lusa, os alunos do 12º ano acharam fácil o exame de Português. A equipa do Teorias do Gil teve acesso exclusivo a algumas perguntas do exame que divulgamos aqui em primeira mão:

  • O primeiro nome do autor dos LUSÍadas era:
  1. Luís
  2. António
  3. José
  4. Gil
  • A obra de Saramago que leste neste período tem como título:
  1. Memorial do Convento
  2. Historial do Momento
  3. Foral do Tento
  4. Teorias do Gil
  • Na tua opinião, quem é o melhor primeiro-ministro para Portugal
  1. José Sócrates
  2. O Zé
  3. O actual
  4. PortistaEmLisboa

Depois de um exame deste, quem nao ficaria esperançoso? (Eu e mais uns quantos)

Finalmente, a notícia mais estúpida do dia: os agricultores foram impedidos pela polícia de entrar no centro de Setúbal no seu protesto contra o preço dos combustíveis. Dirijo-me agora aos meus amigos camionistas; isso de não poderem, para mim, é só mariquice. Meus caros, vocês têm cerca de 100 tractores e vão-me dizer que há uma coisa que não podem derrubar? Se eu com uma ceifeira-debulhadora já deitava abaixo uma barricada à garagem da minha tia-avó (por razões que ficam melhor se não forem reveladas) o que é que vocês não podem fazer em cima desses monstros amarelos? Façam favor de se insurgir e revoltem-se a sério, porque assim, notoriamente, não vamos lá.

PortistaEmLisboa

Sinónimos

Após um longo período de falta de parvoíce, estou de volta para comentar em diversos e variados assuntos, o primeiro dos quais sobre uma frase que sofre de ausência de falta de estupidez do Sr. Scolari: “Não estou a dizer adeus. Estou dizendo tchau“. (Pode consultar esta frase no site do Público.) Ora isto, consultando o dicionário de sinónimos que levo no bolso, não significa que o Luiz há-de voltar a comandar a Selecção de todos nós; significa apenas que decidiu despedir-se de um modo mais popular e brejeiro.

Outra frase que me inspira má-disposição é a já conhecida do “dia da raça” do Exmo. Sr. Aníbal. Também acho que tenha sido imprudente a frase, mas não pela suposta conotação com o Estado Novo. Nutro o maior carinho pelo Estado Novo (já se está a tornar um pouco velho) e pelo Sr. António; tal como ele, a minha bisavó também caiu de uma cadeira e ficou mal. (Mas até então a única ditadura opressiva que exercia é sobre o hamster que ela tinha chamado Clarimundo. Aquilo andava muito feio, com recusas de carícias e até lhe chegava a tirar a folha de alface diária. Já morreram os dois.) (Nota: morreram a minha avó e o hamster, a folha de alface continua viva e recomenda-se.) De qualquer forma, acho imprudente não por isso, mas por outra razão. Parece que o PR não mediu bem as consequências possíveis de uma cessação das obras nos súburbios de lisboa (afro-americanos irritados), encerramento simbólico das lojas (de chineses melindrados) e final da distribuição de flores por indianos afectados. (Espera, isso até era capaz de ser agradável.)

Enfim, duas frases mal medidas marcam o meu regresso ao blog. Agora despeço-me para ir dar água à folha de alface.

PortistaEmLisboa

Publicado em:  on Junho 15, 2008 at 9:58 pm Comentários (1)