Vamos Trabalhar Portugueses

Começo por desejar, em nome da equipa do Teorias, os parabéns a todos os leitores do Teorias, que sendo pessoas inteligentes e cultas (ou então não), estão radiantes pelo regresso às aulas ou à época de efectivo trabalho. (Digo efectivo porque, como sabemos pelos exemplos dado pelo discurso político, “efectivo” e suas derivações significam acto que deveria ser/ter sido efectuado mas que na verdade não foi. Exemplos: “Vou efectivamente criar 10.000 postos de trabalho” “Sim, tenho efectivamente praticado amor com a minha esposa” “Efectivamente, tenho acompanhado o Teorias do Gil durante o período de férias”)

Poderão perguntar-se (ou então não) porque é que nós não efectivamente fizemos posts durante um período de descanso; a razão principal, mais do que querer desmentir que escrever de maneira tão genial (estúpida) não envolve trabalho real, é o equilíbrio de parvoíce em Portugal. Sendo nós escritores com consciência das quantidades enormes de balelas que aqui debitamos, não íamos entrar em actividade na “silly season“. Os resultados de uma overdose de estupidez seriam gigantescos. Imaginem o que seria se um post se juntasse a notícias como “Filhos de Beckham obcecados por ovnis“.

Mas vamos ao que interessa. Há todo um vasto rol de notícias com potencial de parvoíce prontas a serem analisadas, e este vosso autor está ansioso por retornar ao trabalho. (Se lhe pagassem, estaria positivamente ansioso. Assim, está à beira de um colapso nervoso.)

Portugal sofreu sérios danos no sector leiteiro, devido à perda de 40 mil explorações leiteiras em 10 anos. Eu estou preocupado, principalmente pela eventualidade de assistirmos a uma diminuição da utilização de frases e estórias do reduto popular. Assim, nunca mais ninguém vai dizer “cheiras a leitinho” ou cantar a já célebre “Eu Tenho Uma Vaca Leiteira”. Onde está o ministério da Cultura nestes casos? Salvem o leite! (ou não)

Parece que a indústria de livros escolares tem adversários perigosos: os piratas de livros escolares. Acho que a detenção de 18 mil e 555 livros pirateados não vai fazer mossas nestes hackers de material escolar, até porque agora os jovens vão poder “sacar” livros escolares de certas redes de partilha de ficheiros. (ou não. mais um processo judicial do qual me safei!) A indústria musical não está sozinha. (Mas provavelmente preferia estar.)

Duas notícias aparentemente não-relacionadas despertaram-me a atenção: a de que Moscovo se opõe a uma missão militar da UE na Geórgia e a uma dos EUA no seu território, com a possível proibição da exibição de South Park na Rússia. Aparentemente, só a vão permitir se todos os personagens se chamarem Boris, usarem bigode farfalhudo e dizerem “camarada” no final de cada frase insultuosa. (Ups, esta pode ofender certos e determinados grupos étnicos e políticos. Ou não. Pensando melhor, acho que sim.)

Há pessoas que acham que as crianças deviam ter jogos de playstation na sala de aula. Estou completamente a favor desta proposta: dá possibilidades de sequela à curta-metragem deste ano. Mal posso esperar pelo lançamento nos cinemas de “Dá me o comando da Playstation 3, JÁ!” bem como das críticas ao comportamento da professora:

«É absurdo o facto de a professora não conseguir impor respeito aos seus alunos. Aquilo é lá maneira de jogar Grand Theft Auto IV! Como é que ela espera que o Geraldo lhe tenha consideração se ela continua a perder vergonhosamente no Gran Turismo com ele? Temos de reformar o sistema de ensino e é já!»

Finalmente, Madonna dedicou o seu hit single “Like a Virgin” ao Papa Bento XVI. Eu acho bem por, não só não ter vendido os direitos da canção ao RIchard Branson e ter feito uns bonitos cobrezitos, mas também por demonstrar a sua imensa fé na Igreja. Afinal, tem de se ser profundamente crente para crer num Papa “Like  a Virgin”…

(Peço desculpa. Já é a 2ª vez hoje que faço afirmações que poderão ferir as susceptiblidades de um grupo de pessoas. Queria acabar por dizer que não tenho nada contra esses grupos e essas pessoas, que lhes desejo tudo de bom e que estas minhas acusações não são para ser levadas a sério mas como pura estupidez. Agora parem de me apedrejar a casa, se faz favor.)

(Vêem? Mais uma. Eu hoje estou fora de mim. Já consegui descobrir como inverter a situação incómoda das acusações. Vou aqui juntar um “ou não” aos parágrafos possivelmente insultuosos. Assim podemos ser todos amigos, não é? Ainda bem que ficámos de bem uns com os outros.)

PortistaEmLisboa

Criminalidade, para que serves tu?

Estava eu muito bem a cuidar da minha folha de alface, quando vi esta notícia: parece que cinco pessoas foram detidas por posse ilegal de armas e tráfico de droga. Ora, o que me leva a escrever desta vez não é a minha indignação, até porque estes crimes não me surpreendem (o meu trisavô fumou uma vez um charro e o meu tio brincava com pistolas de brincar, por isso posso dizer que a minha família não é estranha ao submundo do crime). Não, o que me leva a escrever é a surpresa de estes crimes serem cometidos…na Amadora. Parece que no nosso país, até nos locais mais insuspeitos existe criminalidade abundante. Que vergonha! E o pior é: o que virá a seguir? Assaltos na Cova da Moura? Candonga na Damaia? Insegurança ao passear na Buraca? Que pesadelo que isso seria para muita gente. Parece que os crimes já não são exclusivo da Lapa e da Ajuda.

Segundo a agência Lusa, os alunos do 12º ano acharam fácil o exame de Português. A equipa do Teorias do Gil teve acesso exclusivo a algumas perguntas do exame que divulgamos aqui em primeira mão:

  • O primeiro nome do autor dos LUSÍadas era:
  1. Luís
  2. António
  3. José
  4. Gil
  • A obra de Saramago que leste neste período tem como título:
  1. Memorial do Convento
  2. Historial do Momento
  3. Foral do Tento
  4. Teorias do Gil
  • Na tua opinião, quem é o melhor primeiro-ministro para Portugal
  1. José Sócrates
  2. O Zé
  3. O actual
  4. PortistaEmLisboa

Depois de um exame deste, quem nao ficaria esperançoso? (Eu e mais uns quantos)

Finalmente, a notícia mais estúpida do dia: os agricultores foram impedidos pela polícia de entrar no centro de Setúbal no seu protesto contra o preço dos combustíveis. Dirijo-me agora aos meus amigos camionistas; isso de não poderem, para mim, é só mariquice. Meus caros, vocês têm cerca de 100 tractores e vão-me dizer que há uma coisa que não podem derrubar? Se eu com uma ceifeira-debulhadora já deitava abaixo uma barricada à garagem da minha tia-avó (por razões que ficam melhor se não forem reveladas) o que é que vocês não podem fazer em cima desses monstros amarelos? Façam favor de se insurgir e revoltem-se a sério, porque assim, notoriamente, não vamos lá.

PortistaEmLisboa

Amo Odiar

Convenhamos já ninguém gosta de nada, principalmente o povo feminino que se encontra na faixa etárias dos 14 aos 17 anos, não meus amigos, já ninguém gosta de nada , agora as pessoas amam as coisas.

O simples gostar de algo, já não é aceitável para a rapariga média, quem não ama gelados ou Jack Johnson é olhado de lado na rua e apedrejado. Existe alguma causa normal para isto? Não, é mesmo estupidez.

Qual é a necessidade de trazer um termo brasileiro para a nossa língua ? Acordo ortográfico talvez? Não, é mesmo estupidez.

Segundo o diccionário amar é “ter amor a, desejar, ter devoção, estar apaixonado“, e quem tem um intelecto superior ao de um porco, ou vá lá , não sendo muito exigente, um apresentador televisão, percebe que é difícil nutrir um sentimento tão forte por torradas.” Eu sou devoto a torradas, ui para mim não há nada mais sagrado do que barrar manteiga em pão quentinho! “, hum, não me soa muito bem, “estou apaixonado por azul, depois de ter saido de uma relação dificil com o verde floresta , o azul é muito refrescante, e é um querido” , pois é um bocado estúpido.

E quem esteja a pensar porque é que eu sai de uma relação com o verde floresta, é verdade, ele tinha herpes.

Publicado em:  on Abril 7, 2008 at 7:09 pm Comentários (4)
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Envelhecimento Populacional para Salvar o Planeta

Irrita os governos* sempre a dizerem “ai vamos parar o envelhecimento da população” isto só mostra mais uma vez a ignorância dos governos* quanto a assuntos sobre o ambiente, quer dizer, incitam a poupança de água e depois querem acabar com os idosos, toda a boa gente sabe que os maiores poupadores de água são os idosos, a população em geral toma banho pelo menos 6 vezes por semana enquanto que no sector dos 70 aos 90 anos o número reduz para uma média de 2 banhos por semana, e nalguns sectores, mais precisamente dos 200 aos 1000 anos o número reduz para 0% de banhos por ano, o empenho de algumas pessoas na poupança de água!, mas os inteligentes*(2) governos* , que nunca devem ter estado num transporte público com os velhotes todos à molhada, aquele cheirinho a suor, conhecem?
Era dar Tau Tau nos governos*.
Por isso o meu projecto era diminuir a natalidade e parar de tomar medidas contra o envelhecimento demogáfico.

*-utilizei os governos para, sim adivinharam, não ser processado por José Sócrates
*(2)- sim gosto de ironia e então?

Comparação

Segundo esta notícia, o Dr. James Watson, Nobel da Medicina em 1962, diz que os negros são menos inteligentes que os brancos. Ao ver isto, tive que investigar a história das parvoíces de brancos e de negros e cheguei à conclusão contrária: os brancos é que são menos inteligentes que os negros.

Senão reparem:

Parvoíces de Brancos:

  • Nazismo
  • Fascismo
  • Comunismo Totalitário
  • Bomba Atómica
  • Exploração de Petróleo
  • Floribella
  • Floribella 2
  • Racismo
  • Descriminação
  • Guerra de Trincheiras
  • Disparidade Social
  • Blogs
  • etc.

Parvoíces de Negros:

  • Deixar que os brancos façam tudo aquilo e não fazer nada

Penso que ficou provado o meu ponto de vista.

Falando em parvoíces brancas, Bush considera que impedir a bomba atómica iraniana é a única maneira de impedir uma 3ª guerra mundial.

Hum… ele já meteram a pata na poça antes com uma questão bem parecida…

E parece-me que houve uma intervenção que não correu lá muito bem…

Acho que outra também não…

É tudo por hoje

Aparentemente é Junho

Tenho o prazer de inaugurar o mês de Julho com mais esta amostra de parvoíce:

Os Estados Unidos criaram um concurso para trabalhadores civis em que o pré-requisito é NÃO ser português. Segundo o jornal Público:

O documento interno da base, a que o Expresso teve acesso em primeira-mão, diz explicitamente: “Only military and civilians dependents and off-duty military may apply. Aplicants must be US citizens or citizens of other NATO countries (except Portugal)”. Ou seja: “Apenas dependentes (familiares) de pessoal militar e civil ou militares que não estejam em serviço podem concorrer. Os candidatos têm de ser cidadãos americanos ou cidadãos de outros países da NATO (excepto Portugal)”.

Parece que agora querem ter um concurso eficiente e sem queixas nem atrasos. Que ultraje!

Publicado em:  on Abril 6, 2008 at 9:22 pm Deixe um Comentário
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